domingo, 18 de maio de 2014

A Família Oblata



A Família Oblata,                                                      

É comum, ao menos uma vez por ano, a família se reunir. Uns aproveitam as grandes festas como Natal ou Páscoa, outros aproveitam eventos familiares como casamento ou aniversários marcantes de 15 anos e mais...

A família estreita seus laços, alegrando-se juntos, partilhando as notícias, os acontecimentos ocorridos, alegres ou tristes, desde a última reunião. Percebe-se, se sente um espírito comum entre todos: o espírito de família.

Transpondo os laços familiares, criados pelo sangue, outro espírito de família pode reunir pessoas que se unem num mesmo ideal, numa mesma fé. É isso que Jesus dizia: "Quem é minha mãe, quem são meus irmãos ou minhas irmãs? São todos os que fazem a vontade do meu Pai". Assim se cria a grande família cristã, reúne no mesmo seguimento às orientações de Cristo.

Nesta mesma perspectiva existem famílias reunidas pelo mesmo espírito de um pai fundador ou de uma mãe fundadora. Aqui estamos reunidos pelo espírito de Santo Eugênio, seu carisma como nós falamos também. Nosso desejo é viver o Evangelho de Jesus Cristo no espírito, a maneira de Santo Eugênio. Sua maneira de viver o Evangelho nos inspira ainda hoje.

Santo Eugênio pautou a sua vida na frase do livro de Isaías, retomada por Lucas: "Ele me enviou levar a boa nova aos pobres" e acrescentou o que escreveu o evangelista Mateus: “Os pobres são evangelizados”.

Jesus viveu seguindo esta orientação. Ele sempre fica junto aos empobrecidos do seu tempo, dando atenção, escutando o grito do oprimido, estendendo a mão ao excluído, curando o ferido e o doente, levando a todos e todas uma Boa Nova.

Santo Eugênio teve no seu tempo a mesma conduta. Ele foi ao encontro dos mais empobrecidos como os jovens para quem ninguém dava valor, os presos, os camponeses abandonados nas suas aldeias, sem assistência religiosa.

Ele reuniu sacerdotes dispostos a dar a sua vida pelos empobrecidos. Assim nascia a Família Oblata. O espírito desta família consiste em dois elementos fundamentais: viver juntos, a vida comunitária e a missão.

Qualquer que seja a nossa situação (casados, jovens ainda solteiros, consagrados na vida religiosa) todos precisamos viver junto com os outros. Ninguém é uma ilha, alguém que não precise dos outros. Esta vida em comum tem a suas exigências: aceitação das diferenças, compreensão, afeto mútuo, partilha da vida nas suas alegrias e nas suas tristezas... “Eles terão sempre um só coração e uma só alma” repetia Santo Eugênio.

A nossa missão está na dedicação no serviço aos mais abandonados, dar apoio, estender a mão, partilhar o que temos, o que somos com os que menos ou nada tem. A missão também se vive em comunidade. Jesus se fez próximo de todos sem distinção, Santo Eugênio também procurava sempre ir ao encontro dos abandonados, os excluídos da sociedade. O que caracterizou a missão de Santo Eugênio foi a sua audácia. Ele queria ter condições de mandar missionários por toda parte, ele queria que a Boa Nova chegasse junto aos mais excluídos, retirados, abandonados e dizia: “Devemos ousar tudo para estender o Reino de Deus”.

Vamos nesta celebração do nosso santo padroeiro e modelo, renovar o nosso fervor, o nosso entusiasmo na vida em conjunto e na missão junto aos mais abandonados.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Imaculada.

 (Homilia do Pe. Provincial na celebração da Eucaristia com a Família Oblata, no domingo 18 de maio de 2.014, no Colégio Maria Imaculada).