sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Vocação de Jesus

01O menino e depois jovem JESUS vivia na pobreza e no trabalho, no seio de sua família de Nazaré. Não é ele o filho do carpinteiro? Não é ele o carpinteiro? São perguntas que lemos no Evangelho. Ora era filho do carpinteiro José, ora, este rapaz, é também o carpinteiro. Mas é aí, em sua casa, em sua cidadezinha de Nazaré, em seu trabalho, com seus pais que vai nascendo sua vocação. Ele lia a lei, os salmos e os profetas, o Antigo Testamento. Sabia interpretar, tirar mensagens. E costumava ler nas sinagogas e depois dizia umas palavras aos presentes.
O maravilhoso é que na leitura dos profetas é que vai encontrar a resposta para seus anseios, desejos, sonhos. Pois, como jovem, estava com a cabeça cheia de perguntas, interrogações: Que vou fazer de minha vida? Como ajudar o meu povo? Para quem devo dar mais atenção? Quem está precisando mais de mim? O que oferecer a todos os que se aproximam de mim?
Até que um dia ele encontra no profeta Isaias um texto que resumia a resposta a todas as suas perguntas. Lá estava escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres, enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor”.
Era o que queria, o que desejava e era isto que ia fazer de sua vida. Uma vida que não era fechada em si mesma, pensando em ficar rico, ganhar muito dinheiro, ser famoso, um grande cantor, um compositor. Um grande funcionário de empresa importante, fazer uma faculdade para ter um bom emprego, o que ganhasse mais.
Mas, afinal, o que queria Jesus? Voltemos ao texto acima: estar entre os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos, os excluídos, os descartáveis e belamente conclui: proclamar o ano de graça: o perdão, o amor, a paz, a felicidade. Maravilhosa vocação!
Não foi fácil para seus conterrâneos entender esta vocação de Jesus, sobretudo quando ele disse na sinagoga: de hoje em diante é o que vão ver-me fazer de minha vida. Jesus já estava preparado na “escola” de Maria e José em Nazaré, que foi longa. Segundo uma tradição, Jesus permaneceu em sua casa até aos trinta anos. Tempo bem suficiente para estar pronto para cumprir o seu programa de vida. E foi o que ele fez.
Como vimos, uma vocação assim só pode dar certo. Mas como sabemos, ele teve seus problemas, dificuldades, incompreensões, perguntas maliciosas, companhias de hipócritas, perseguições, traições... E teve também amigos bons, que o animavam, pessoas que o estimulavam a continuar. Diziam: ele tudo faz bem. Eram homens e mulheres que o ajudavam a viver sua vocação.
Por isso, toda vocação tem que parecer um pouco, com a de Jesus. Passar pela “escola” de casa, da família, da comunidade, da sociedade, do colégio, dos colegas, do trabalho. É aí que amadurece o sentido forte de uma vocação verdadeira. Há perigos a enfrentar como os sonhos falsos e de grandeza. Querer aparecer, ser visto e aplaudido. Chamar a atenção pela veste, pela voz, pelo instrumento que toca e não como Jesus, pelo amor aos pequenos e necessitados, pela catequese, pela evangelização, levando a Boa Nova e o ano de graça do Senhor.